20 Respostas para um Ensino Superior melhor

Apresentando um conjunto de "20 respostas para um ensino superior melhor", em baixo citadas, o movimento associativo estudantil nacional, procura assim, sensibilizar a comunidade académica e a sociedade em geral, dos problemas com que os estudantes se deparam todos os dias, ponda em causa, muitas vezes, a permanência de milhares de estudantes dentro no Ensino Superior. Com um conjunto de atividades de divulgação locais e nacionais, pretende-se também alertar o governo para estas dificuldades de modo a que este olhe para o ensino superior e para os seus estudantes como o futuro do desenvolvimento do país.
O Ensino Superior não pode ser visto como peça fora do planeamento do futuro de Portugal. Apostar num ensino superior, dando-lhe condições para um melhor serviço educativo aos seus estudantes, é assegurar uma sociedade futura mais elucidada e formada, capaz de fazer face aos enormes desafios que o país atravessa e atravessará.
Neste sentido, durante as "5as feiras negras no ensino superior", o movimento associativo estudantil nacional, trouxe ao debate os problemas que afectam o ensino superior em Portugal, com destaque para os problemas que afectam as estudantes e as suas famílias, nomeadamente a insuficiência do sistema de acção social, a diminuição do número de candidatos e novos estudantes no ensino superior, com um grande número de vagas por ocupar, o abandono escolar e o financiamento.
Relativamente a acção social, coloca¬-se a seguinte questão: Porque não chega a acção social a quem precisa? A nossa democracia está assente no acesso universal à saúde, educação e proteção social, como garante da igualdade de oportunidades. O sistema de acção social no ensino superior devia ser a válvula de regulação que permitisse que qualquer estudante, independentemente da sua capacidade financeira, tivesse condições para frequentar o ensino superior.
Infelizmente, o sistema de acção social está obsoleto e não consegue dar resposta aos novos desafios que decorrem do agravar da situação financeira dos estudantes e das suas famílias. A lei é clara ao estabelecer que " a acção social garante que nenhum estudante será excluído do subsistema de Ensino Superior por incapacidade financeira". Contudo, vemos que tal não corresponde à verdade.
É inconcebível que estudantes carenciados vejam a sua bolsa de estudo recusada por dívidas contributivas ou tributárias de um outro elemento do agregado familiar, considerando que a bolsa de estudo é um apoio directo ao estudante. O devedor está identificado e não é o estudante. Um estudante não pode ser penalizado pela existência de uma dívida na qual provavelmente não tinha conhecimento e que nada pode fazer para evitar.
5as_negras
Para além disso, é importante aplicar bem os recursos disponíveis para a acção social. Tão grave coma um estudante carenciado não ser apoiado, e um estudante que não precise o ser. Na verdade, os recursos disponíveis na acção social devem beneficiar quem precisa: cada cêntimo entregue a um estudante que não precise de apoio financeiro, é um cêntimo que fica indisponível para os que de facto precisam. Além disso, e ainda no âmbito da acção social, os prazos de análise às candidaturas à bolsa de estudo são muito demorosos. Apesar de os prazos para decisão estarem regularmente definidos, ano após ano, há atrasos que dificultam a vida aos estudantes bolseiros. A incerteza do momento em que receberão a sua bolsa de estudos não é compatível com a certeza da data em que vence a próxima prestação da casa, água, luz, entre outras despesas do quotidiano de um estudante.
Quanto ao abandono escolar, podemos estimar a ordem de grandeza dos números do mesmo: partindo dos dados disponibilizados pela DGES quanta ao número de estudantes inscritos em cada ano, quanto ao número de inscritos no primeiro ano pela primeira vez e quanta ao número de diplomados, podemos facilmente calcular por defeito o valor e a taxa de abandono (número de estudantes que, sem terminar a sua formação, não se reinscreveram para continuar essa formação em relação ao número de estudantes inscritos no primeiro ano pela primeira vez). Os ciclos de estudos tidos em conta foram apenas as formações iniciais (bacharelatos e licenciaturas pré-Bolonha e licenciaturas e mestrados integrados pós-Bolonha). Os números são assustadores. Se olharmos apenas o ano de 1995 em diante, apercebemo-nos que cerca de meio milhão de estudantes abandonaram o Ensino Superior sem curso. É por isso, necessário e premente, dar uma resposta eficaz ao problema concreto dos estudantes, pois, caso não se verifique, pode ser a curta distância entre o abandono e o sucesso escolar. Apesar das causas do abandono não serem exclusivamente devido a motivos de carência económica, as proporções do abandono escolar são um forte indício da obsolescência da acção social escolar. Há uma fundada perceção do agravamento do abandono escolar, sobretudo por situações de carência económica.
No que tange ao financiamento, as regras de execução orçamental de base anual, tal coma a "regra do equilíbrio'', querendo minorar as despesas mal gastas e proteger as instituições da má gestão pública, de facto têm efeitos contrários; isto porque, juntando tais regras as do congelamento dos saldos transitados, as instituições de ensino superior deixaram de ter incentivo (vendo a actual situação normativa como penalização) para não gastar mais do que o necessário, uma vez que o excedente se torna inutilizável nos anos seguintes. Esta situação gera muitas vezes uma inversão dos objetivos das regras financeiras, pervertendo os princípios sobre os quais assenta (ou deveria assentar) a boa gestão publica. Têm por isso, de ser afastadas as regras que impedem as Universidades e Politécnicos de gerir melhor o orçamento.
A educação e o ensino superior têm de estar no centro do nosso modelo de desenvolvimento económico e social. As opções que tomarmos hoje determinarão o que seremos como País amanhã!
Candidatura a alojamento universitário para o ano letivo 2018/2019

Os estudantes (do 1º, 2º ciclo, mestrado integrado e TESP) da Universidade de Aveiro que pretendam candidatar-se ou recandidatar-se a alojamento universitário para o ano letivo de 2018/2019 têm de preencher o formulário de candidatura a alojamento a partir do dia 25 de junho.

Candidatura a bolsas de estudo para o ano letivo 2018/2019

Os estudantes (do 1º, 2º ciclo e mestrado integrado) da Universidade de Aveiro que pretendam candidatar-se ou recandidatar-se a bolsa de estudo, para o ano letivo de 2018/19, deverão fazê-lo no período de 25 de junho a 30 de setembro.

Sunset Hackathon 2018: criar produtos em 72 horas

A segunda edição do Sunset Hackathon vai decorrer no Cais Criativo da Costa Nova, em Ílhavo, entre 7 a 9 de setembro. Os participantes são convidados a desenvolver produtos num contexto de colaboração e ambiente informal.

Academia de Verão 2018: futuros universitários experienciam a vida académica

Vem viver e trabalhar no campus de uma das mais dinâmicas e inovadoras universidades do país e participar nos diversos programas científicos que a UA tem para te oferecer.

footer_final-06
footer-07

univercidade@aauav.pt

Associação Académica da Universidade de Aveiro

Scroll Up