À conversa com: Reitor da UA, Professor Doutor Manuel Assunção

"E que daqui a quatro anos continuaremos a ser uma das melhores universidades portuguesas…’’
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Assume-se de forma natural como recandidato a Reitor da Universidade de Aveiro. O que pretende fazer de diferente no próximo mandato?

Há, naturalmente, uma linha de continuidade entre os dois mandatos. Importa, desde logo, consolidar e tirar partido do trabalho que foi efetuado por exemplo, em matéria de reequipamento científico e de implementação de um novo modelo de gestão - apenas dois dos instrumentos que nos permitem manter a competitividade da UA e o seu contributo para a qualificação das pessoas e o desenvolvimento da região e do País.
Mas há também novos desafios e novas apostas, de que destaco três: o alinhamento da atividade da UA pelo novo Programa Comunitário para 2020; a afirmação da UA coma uma Escola de referência na formação pós-graduada e o reforço da nossa intervenção na área da Saúde, com maior coerência interna e maior impacto externo.

Onde vê a Universidade de Aveiro daqui a quatro anos?

Estou confiante que a UA, as pessoas que fazem a nossa UA - alunos, docentes, investigadores, demais trabalhadores, antigos alunos, parceiros que connosco colaboram continuarão a afirmar a qualidade deste projeto de quatro décadas. E que daqui a quatro anos continuaremos a ser uma das melhores universidades portuguesas, com uma presença reforçada no panorama internacional e uma parceria ainda mais intensa com Aveiro e com a região.

Sabemos que o corte no financiamento é uma problemática das Instituições de Ensino Superior. Como pretende atuar neste campo? Que estratégia de captação de novas receitas seguirá?

A redução das dotações do Orçamento do Estado é uma das tendências que se vêm agravando nos últimos anos e que acarretam, já hoje, graves constrangimentos ao funcionamento. A UA é uma das universidades com maior percen¬tagem de receitas próprias, que rondam os 60% do orçamento anual. É através de uma competição constante que vimos obtendo financiamento através da investigação, da transferência de tecnologia e da prestação de serviços a entidades diversas; o que, alias só se consegue fruto da elevada qualidade de quem aqui trabalha.

Continuaremos a apostar nas pessoas, mantendo e recrutando as melhores. Como referi, é essencial mobilizar a UA para captar financiamento através dos novos programas, respondendo ao mesmo tempo às necessidades da sociedade, definidas em termos europeus e nacionais e, consequentemente, garantir a sustentabilidade da UA. É, por isto, absolutamente fundamental que tenhamos adequada autonomia, e que, portanto, se inverta o sentido de crescente burocratização e limitação à gestão.

É público que a UA carece de infraestruturas desportivas. Qual o papel que atribui ao desporto como fator de atratividade no contexto universitário?

Conseguimos competir com as Universidades Portuguesas de referência a este nível?
As condições que oferecemos para os estudantes são um fator de atratividade e nestas, para além do reconhecido Campus Universitário, incluem-se as residências e cantinas, apoio social e, claro, instalações desportivas. São áreas em que estamos a trabalhar.

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Em relação ao desporto, e em complemento ao Pavilhão e à Pista de Atletismo, iremos instalar, a breve trecho, um campo sintético, que aumentará a capacidade de resposta às necessidades desta comunidade de 15.000 pessoas, e potenciará mais ligações a cidade.
A meio prazo gostaria de ver concretizado um campo polivalente, na área do Crasto, e, se possível, um segundo pavilhão gimnodesportivo, com características multiusos.

Temos assistido a um crescimento da estrutura de Núcleos da AAUAv. Como encara o trabalho desenvolvido pelos Núcleos e a sua importância no seio académico?

Uma oferta de atividades mais diversificada é, sem dúvida, uma mais-valia, permitindo não só oferecer um maior leque de atividades, mas promovendo pontos de encontro entre estudantes com gostos e motivações semelhantes. O trabalho dirigente é vital para o bom funcionamento da AAUAv, mas são os núcleos que permitem conferir dinamismo e envolver um número crescente de estudantes. São principalmente essenciais na melhoria da relação ensino-aprendizagem, em geral, na implementação de estratégias para apropriação de competências transferíveis, no desenvolvimento da oferta em língua inglesa, no programa de tutoria, nas ações de captação, acolhimento e inserção dos novos estudantes.

Que papel vê na AAUAv no futuro da integração aos novos alunos?

Compete a Universidade, no seu todo, o primeiro contacto com os seus novos alunos, acolhendo-os e inserindo-os na nossa comunidade, facilitando o que é sempre um período de transição individual, mas respeitando e promovendo, simultaneamente, a sua autonomia. Este é, contudo, um processo que deve ser encarado em estreita articulação com a Associação Académica, estrutura que representa os alunos e que deve desempenhar um papel de proximidade, de acompanhamento por pares e de estímulo, aos novos colegas. Há esferas de atuação que são distintas, mas que se complementam e devem ser trabalhadas de forma integrada, no sentido de proporcionar, desde o primeiro momento, a melhor experiência a quem nos escolheu. E permitir-lhe, com o conforto desejável, tirar o melhor partido das condições que a UA detém.

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Associação Académica da Universidade de Aveiro

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