Aveiro não é só ovos moles

Ao contrário do que muitos possam pensar, Aveiro é muito mais que a Veneza Portuguesa ou a terra dos ovos-moles. A cidade espelha-se na sua múltipla diversidade de paisagens, histórias, gentes, costumes e tradições que foram perdurando ao longo dos tempos e se atualizaram na contemporaneidade dos nossos dias.
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Para conhecer o património, a história e os costumes desta cidade, nada melhor do que dar uma volta por alguns dos seus museus. Da arte sacra à exploração do sal, da Arte Nova à etnografia. E se aproveitares também para ir até à vizinha Ílhavo vais ficar a par da forte tradição da pesca do bacalhau, uma profissão dura que marcou a vida de muitas famílias desta região.
Se ainda não conheces a história e o património desta cidade, está na hora de tirares um belo dia e fazer o tour dos museus. prometemos que vais ficar a saber quem são os senhores das estátuas das pontes, para que serviam os moliceiros antes de transportarem turistas, como é que o sal acaba naqueles montinhos e quem foi a Joana que dá nome a uma data de coisas na cidade.
Museu de Aveiro

Encontra-se instalado no edifício do antigo Convento de Jesus. Este convento feminino de clausura foi fundado em 1461, esteve desde cedo ligado à figura da Infanta Santa Joana. O seu funcionamento prolongou-se até 1874, data da morte da última freira sendo o edifício então entregue à Ordem Terceira Dominicana para aí fundar um colégio feminino. Quando, em 1910, foi proclamada a República, o colégio foi encerrado e em 1911 o edifício foi transformado em Museu. Foi ampliado recentemente num projeto de autoria do arquiteto Alcino Soutinho.
Uma vez lá, aproveita também para ficar a conhecer a lenda da princesa que se tornou santa, e que hoje é a padroeira da cidade de Aveiro.

Ecomuseu Marinha da Troncalhada

A exploração de sal é uma atividade muito antiga e desde sempre ligada à história desta cidade. A produção de sal nesta região já era conhecida, no ano 959, como comprova o testamento da Condessa Mumadona Dias. Habituámo-nos à presença na paisagem aveirense dos montes de sal junto às salinas, mas será que sabemos como lá vai parar? Transformada em Ecomuseu, a Marinha da Troncalhada mostra aos seus visitantes, os métodos de produção de sal, ainda nos nossos dias feita de forma tradicional, mantendo vivas as vivências e tradições ligadas a esta atividade, e explorando a paisagem, fauna e flora características deste meio. O Ecomuseu da Marinha da Troncalhada visa, essencialmente, a valorização do património natural e cultural, enquanto recurso do desenvolvimento sustentável, suporte das entidades locais, bens coletivos, testemunhos vitais da memória de um povo e da evolução de um território.

Navio-Museu Santo André

O Navio-Museu Santo André é um antigo arrastão bacalhoeiro. Nasceu para a pesca em 1948 e viajou pela primeira vez em 1949, aos mares da Terra Nova. A sua última viagem foi à Noruega, em 1997. Ao longo destes quase 50 anos foi arrastão salgador, congelador, de pesca com redes de emalhar, operando nos mares da Terra Nova, Angola e Gronelândia. É hoje um museu que pretende mostrar como se vivia e trabalhava a bordo dos barcos que iam ao bacalhau nos mares gelados do Atlântico Norte, uma realidade que era comum a uma grande parte das famílias de Aveiro e, sobretudo, de Ílhavo.
O navio pertence atualmente à Câmara Municipal de Ílhavo, que o transformou em Museu para não deixar morrer a memória da pesca do bacalhau nos mares do Norte. Está atracado junto ao Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré.

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Centro de Visitas da Vista Alegre

O Centro de Visitas da Vista Alegre vai-te mostrar os quase 200 anos de história e de experiência na arte da porcelana. Este serviço nasceu com o intuito de dar a conhecer a história da Vista Alegre e proporcionar um contacto mais direto com o processo de fabrico da porcelana, através de visitas guiadas pela Quinta da Vista Alegre.
Os núcleos principais do seu espólio são as coleções em cristal, vidro, pó de pedra e porcelana, provenientes da produção da Fábrica da Vista Alegre desde 1824. Contudo, o seu espectro vai para além do estudo das artes decorativas, incluindo outras secções ligadas direta ou indiretamente à produção, ao lugar e suas gentes. Nestas visitas, além da paisagem única, podes ficar a conhecer o Museu, a Fábrica, o Bairro Social do séc. XIX, as lojas, a Capela, o Palácio e o Teatro.

Casa Major Pessoa, Museu Arte Nova

Aveiro também é conhecida pelos inúmeros exemplares de edifícios em estilo Arte Nova. Considerado um dos imóveis mais emblemáticos entre o património desta corrente artística na cidade, a Casa Major Pessoa, junto ao Rossio, foi alvo de uma recuperação recente para albergar o Museu Arte Nova da Cidade de Aveiro, e é um ponto de passagem obrigatório.
Ao nível das suas fachadas (frente e trás) a decoração é exuberante e recorre a flores, animais e formas curvilíneas estilizadas, elementos bem característicos do movimento Arte Nova. No interior realça-se a escadaria em ferro forjado, em espiral, que conduz ao piso intermédio, bem como os painéis de azulejo que revestem, até meia parede, as salas do rés-do-chão. No pátio destaca-se o miradouro sobranceiro à Praça do Peixe e a calçada portuguesa de grande beleza e com motivos decorativos ao gosto Arte Nova.

Museu da Cidade

Pólo central instalado num dos edifícios Arte Nova mais reconhecidos de Aveiro, este núcleo ilustra a história e evolução local representada em exposições temporárias integradas num espaço Moderno e contemporâneo. Partindo para fora de portas, a própria Cidade, transmissora de conhecimento, centro de vida, abrigo de memórias a preservar e perpetuar, funciona também como núcleo museológico da rede municipal deste Museu.
Na Loja Aveiro City Point vais encontrar diversos produtos representativos da região, bem como diversas publicações municipais. Aqui podes também usufruir de um espaço para consulta e investigação de documentos históricos referentes a Aveiro [Imagoteca Municipal de Aveiro e Livraria Municipal], que te podem ser úteis.

Museu Marítimo de Ílhavo

O Museu Marítimo de Ílhavo é um lugar da memória dos ilhavenses, do seu papel na abertura de Portugal ao mundo. Nascido em 1937, habita desde Outubro de 2001 num moderno edifício onde residem três belas exposições permanentes: Sala Capitão Francisco Marques, dedicada à pesca do bacalhau à linha; Sala da Ria, testemunho das fainas agro-marítimas da laguna de Aveiro; e Sala dos Mares, onde se exibe um rico conjunto de embarcações antigas em miniatura, instrumentos de pesca e outros artefactos. Uma coleção de milhares de conchas, recolhidas por todo o mundo completa as exposições do museu.
O Museu Marítimo de Ílhavo constitui, assim, um testemunho vivo e aliciante da ligação das gentes de Ílhavo ao mar, aos barcos e à arte da pesca. Uma importante parcela do Museu representa a Faina Maior (a pesca do bacalhau à linha), e revela a importância social, económica e cultural desta atividade para a população de Ílhavo e para a região de Aveiro.

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