Censura

Constituição de 1933. O Estado Novo faz da censura um instrumento do regime ditatorial. Os 48 anos seguintes ficaram marcados por um período negro na história da liberdade de Portugal.
Os censores do regime tinham a seu cargo a tentativa de suprimir certas informações, opiniões,ou qualquer forma de expressão como, por exemplo, o trabalho de muitos artistas plásticos. Tentando controlar e impedir a liberdade de expressão, e de modo a salvaguardar a sua ideologia, o Estado Novo sempre usou o seu poder civil para controlar os meios de comunicação. Uma atitude recorrente era a censura prévia dos periódicas.
Esta criminalização das acções de comunicação, procurando evitar as alterações de pensamentos e mentalidades e a consequente vontade de mudança era controlada por várias entidades entre as quais encontramos a PSP, a GNR, os Serviços de Alfândega, a PIDE/DGS e os CTT que, trabalhando articulados com as polícias, fazia a apreensão de livros ou violava a correspondência.
Apesar de grande parte das provas terem desaparecido, é do conhecimento geral que o famoso lápis azul foi um enorme condicionante da nossa cultura tanto no teatro, como é exemplo das peças de Gil Vicente, na rádio, na televisão ou no cinema. Um dos grupos que muito sentia na pele a injustiça da censura eram os escritores que viam amiúde o seu trabalho ser completamente deitado fora ou com o sentido totalmente modificado. De facto, a escritora Maria Velho da Costa depois de ver um livro seu ser proibido escreveu uma "ova ortegrafia" que começa com: "ecidi escrever ortado; poupo assim o rabalho a quem me orta...".
Uma das piores facetas desta maleita foi a auto-censura. Os jornalistas muito sofriam com isto devido às responsabilidades em termos de prazos a cumprir para a tiragem das publicações: "(...)cada um de nós coloca, ao escrever, um censor imaginário sobre a mesa de trabalho.", escreveu em 1945 Ferreira de Castro. No entanto, isto não os impedia de falar dos assuntos mais proibidos. Para isso usavam metáforas como por exemplo "aurora" para substituir "socialismo"; "primavera" para "revolução"; ou "vampiro" para "polícia".
Em cinco anos da história da imprensa portuguesa, quatro foram extremamente marcados pela censura. Num primeiro momento esta era exercida pela Igreja Católica com o lndex, um índice dos livros proibidos por esta instituição e até com a própria Inquisição. Mais tarde a censura tornou-se sinónimo de Estado Novo. A censura encontrou o seu fim com a Revolução do 25 de Abril de 1974, que abriu o maior período de liberdade de expressão da história portuguesa.

Este texto tem um objetivo, uma razão de ser. Será que consegues decifrá-lo? Será que sabes ler nas entrelinhas? Tenta chegar lá... Pensa... Então? Já está?
Já analisaste bem a sociedade em que vives? Estás atento ao que acontece à tua volta? Sabes fazer um uso correcto do teu livre arbítrio? Melhor, o que entendes por isso? Será que liberdade de expressão é igual a liberdade de pensamento? Podes mesmo dizer que és totalmente livre? És tu o dono dos teus pensamentos e opiniões? A censura acabou mesmo?

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