Entrevista a Bruno Coimbra

Licenciado em Engenharia do Ambiente pela Universidade de Aveiro Foi Vice-Coordenador do Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente Foi Primeiro Secretário da Mesa da Assembleia Geral da AAUAv
Atualmente é Deputado à Assembleia da República
Jornal UniverCidade: Qual a sua opinião acerca do associativismo jovem em Portugal?

Bruno Coimbra: Desde sempre o associativismo jovem teve no nosso país o papel de dínamo social, de motor de intervenção, de viveiro de gente ativa e interventiva. Hoje, como anteriormente, é possível constatar o papel determinante que diversas associações jovens têm a nível local, a nível nacional, ou em sectores específicos — no desenvolvimento dos nossos aglomerados populacionais, na ação social, na defesa de causas, na reivindicação de ações ou políticas... Hoje, intervir e agir socialmente é cada vez mais relevante, e é óbvio perante todos o papel que o associativismo jovem tem na nossa sociedade.

JU: Dado o seu percurso académico e os cargos que já ocupou até hoje, o que destaca como fulcral para a sua vida e dos jovens, na intervenção do associativismo?

BC: O associativismo permite que os jovens e quem nele se envolve, trabalhem naquilo em que acredita ou gostam, melhorando aspetos da vida dos que os rodeiam, ou desenvolvendo projetos em áreas temáticas, mas mais do que isso, o associativismo forma pessoas, dotando-as de uma visão mais alargada das realidades e permitindo-lhes viver experiências de vida, de contacto com os outros e de envolvimento na sociedade. Quem se dedica ao associativismo não fica indiferente a isso, e mais, não sai igual da experiência associativa que viveu.

JU: Hoje em dia ouve-se falar bastante em empreendedorismo e associativismo, contudo, nota-se alguma comodidade e falta de iniciativa por parte dos estudantes. O que acha que deve ser feito para motivar os jovens a integrar o associativismo?

BC: Se recuarmos alguns anos e observarmos os registos à data, reparamos que sempre assim foi...sempre esteve diagnosticada esta confrangedora limitação ao associativismo relacionada com a falta de interesse ao comodismo dos jovens. Contudo se formos criteriosos na análise, também podemos constatar que os projetos associativos seguiram, na sua esmagadora maioria, em frente, marcando gerações e fazendo o seu papel.

A verdade é que sempre existiram outras características dos jovens que coexistem com esse comodismo, sobrepondo-se a ele constantemente. O espírito solidário, a energia, a capacidade de reorganizar agenda e 'criar' tempo, a amizade, a participação desinteressada, entre outras características tão próprias dos jovens, sempre garantiram que, à falta de quantidade e de grande adesão dos demais, a qualidade e entrega dos intervenientes fosse suficiente para garantir a continuidade dos projetos e a captação de mais interessados. Hoje a vida é mais corrida, mais ocupada, em todo o lado, mas também nas academias. Bolonha contribuiu de sobremaneira para isso.

A falta de tempo e a responsabilidade de prazos a cumprir obriga a efetuar escolhas e às vezes os projetos associativos acabam por ficar de parte. Acho importante ter estratégias de comunicação bem direcionadas, conteúdos credíveis, e mostrar trabalho de qualidade, pois os jovens envolvem-se naquilo que gostam e acreditam, e esse é o "segredo" para captar a sua atenção.
JU: Gostaria de deixar alguma mensagem aos estudantes da UA?

BC: Viver Aveiro e a Universidade é uma experiência fantástica e aproveitar bem as experiências que vivemos é das mais importantes ações que podemos oferecer a nós próprios... Viver a AAUAv e o associativismo pode tornar a experiência inesquecível! Se Aveiro é vosso, porque não deixa-la com uma marca pessoal, que vos permita ser mais e fazer mais pelos que vos acompanham na viagem?! Se o fizerem, quando um dia regressarem, não vão apenas dar de caras com um sítio que vos diz muito, mas sim com um sítio que ajudaram a construir, que tem parte de vós na sua constituição, e vão sentir-se em casa!

Assinatura do Protocolo de Colaboração CMA/UA/AAUAv/ESN

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